Se quisermos refletir sobre a
educação de hoje, é preciso que olhemos um pouco para o passado e façamos
uma auto-análise dos acontecimentos ou idéias da época. É fundamental
assumirmos uma postura crítica capaz de querer mudar as situações do presente.
O currículo ele tem a função de
garantir condições para que o aluno construa instrumentos que o capacite para o
processo de educação permanente: a educação para a vida. Nesse sentido, não
podemos desconsiderar as tantas narrativas que atravessam o currículo escolar
aos quais os estudantes estão expostos durante anos de sua vida.
Os conteúdos trabalhados
devem se ampliar para além dos fatos e conceitos, passando a incluir
procedimentos e atitudes baseados na realidade do aluno. A base
curricular para o conhecimento do educando precisa ser encarado além das
vontades de uma determinada classe social. O currículo deve está a favor do
aluno, dos anseios sociais e não de certo grupo detentor do poder social.
É por isso, que o currículo
precisa ir bem mais além das simples ações pedagógicas. Ele só terá, de fato,
valor quando o cidadão é preparado para suas reais situações de vida:
morte, desemprego, desilusões, religião, saúde, namoro, casamento, tecnologia, meio
ambiente e outras milhares de situações. Quando isso acontece, o
currículo fez-se útil à formação do aluno cidadão.
O currículo oculto nas escolas serve para reforçar as regras que cercam a natureza e o uso dos conflitos. E estabelece uma rede de suposições que visa determinar regras sobre a conduta dos estudantes. Currículo prescrito: são os documentos oficiais que orientam a educação nacional e as propostas curriculares das Secretarias de Estado de Educação.É o currículo idealizado pela prática do professor, ou seja, é experimentado é a reação dos alunos ante ao que está sendo aprendido, compreendido e retido pelos mesmos. A característica marcante deste currículo é a contextualização dos conteúdos.

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